Mães substitutas ou barrigas de aluguel

Mães substitutas ou barrigas de aluguel? O que a Igreja diz sobre isso?

Algumas mulheres não podem engravidar, porque não têm o útero ou o apresentam com alguma anormalidade. Outras mulheres têm condições médicas que não lhes permitem engravidar, porque isso poderia causar maiores danos à saúde ou até mesmo à vida delas.

Por meio do programa de gestação de aluguel, essas mulheres podem se tornar mães com a ajuda de uma outra mulher que lhes ofereça o útero para a gestação do bebê. Essa técnica de procriação artificial também pode ser denominada de útero de aluguel, barriga de aluguel, mãe de aluguel, mãe hospedeira entre outros. Assim, pode-se preceituar “mãe substituta” como a mulher fértil, que se dispõe a carregar o embrião dentro do seu útero, durante o período de gestação, em razão da infertilidade de outra mulher.

Tudo isso contribui para considerar o filho obtido mediante as técnicas artificiais reprodutivas como um “produto”, cujo valor, na realidade, depende em grande parte de sua “boa qualidade”, submetida a severos controles e selecionada com cuidado.

“As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Essas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas235) lesam o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe conhecidos dela ou ligados entre si pelo casamento. Elas traem o “direito exclusivo de se tornar pai e mãe somente um através do outro”236.

A procriação humana possui características específicas, por força da dignidade pessoal dos pais e dos filhos: a procriação de uma nova pessoa, mediante a qual o homem e a mulher colaboram com a potência do Criador, deverá ser fruto e sinal da mútua doação pessoal dos esposos, do seu amor e da sua fidelidade. A fidelidade dos esposos, na unidade do patrimônio, comporta o respeito recíproco do seu direito de se tornarem pai e mãe somente através um do outro.

O que a Igreja diz

A Congregação para a Doutrina da Fé, no documento Donum Vitae, afirma explicitamente que “as tentativas ou as hipóteses destinadas a obter um ser humano sem qualquer conexão com a sexualidade (…) são consideradas contrárias à moral, uma vez que contrastam com a dignidade, tanto da procriação humana como da união conjugal” 238.

“Difundem-se, com efeito, em ritmo crescente, tecnologias da geração humana– como a fecundação artificial ou o aluguel da mãe gestante e semelhantes,– que apresentam sérios problemas de ordem ética. Entre as outras graves implicações, basta recordar que, em semelhantes procedimentos, o ser humano é defraudado do direito a nascer de um ato de amor verdadeiro e, segundo os processos biológicos normais, ficando desse modo marcado, desde o início, por problemas de ordem psicológica, jurídica e social, que o acompanharão durante a vida inteira”239.

(Artigo extraído do livro “O que a Igreja ensina sobre…”).

235. Verificar o tema: “Fecundação in vitro”.
236. CIC (Catecismo da Igreja Católica) nº 2376.
238. Congregação para a Doutrina da Fé. Instrução sobre o respeito à vida humana nascente e a dignidade da procriação. “Donum vitae” p. 29.
239. Cf. João Paulo II – L’Osservatore Romano de 06-08-1994.

 

Padre Mário Marcelo Coelho

 

Sobre Padre Mário Marcelo Coelho

Mestre em zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (MG), padre Mário é também licenciado em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque (SC) e bacharel em Teologia pela PUC-RJ. Mestre em Teologia Prática pelo Centro Universitário Assunção (SP). Doutor em Teologia Moral pela Academia Alfonsiana de Roma/Itália. O sacerdote é autor e assessor na área de Bioética e Teologia Moral; além de professor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP). Membro da Sociedade Brasileira de Teologia Moral e da Sociedade Brasileira de Bioética.

2012 Jovens debatem a defesa da vida

Os participantes do Seminário Nacional Juventude e Bioética,
promovido este final de semana pela CNBB em Brasília (DF), focaram suas
discussões na defesa da vida. Um religioso, uma médica e um advogado
participaram de uma mesa redonda, em que conclamaram a juventude católica a
promover o diálogo e o estudo sobre a vida humana.


Os debatedores foram o presidente da Editora Vozes, Frei Antônio Moser; a
pesquisadora de células troncos da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
Cláudia Batista; e o professor doutor Paulo de Tarso Ribeiro. Também esteve
presente a presidente do movimento Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia, que disse
que o encontro é muito  importante para mostrar como os valores atuais da
sociedade estão pautados entre a felicidade e o sofrimento e não mais entre
certo e errado. 

Durante todo o evento, foram lembrados diferentes exemplos de como a sociedade
tem mudado seus parâmetros de avaliação para buscar o mínimo de sofrimento e o
máximo do prazer. Um deles foi o julgamento no Supremo Tribunal Federal do
aborto de fetos anencefálos. Lenise lembrou que a argumentação pela liberação
do aborto nesses casos foi baseada “no sentimento das mães, no sofrimento, na
dor”. 


Em sua exposição, o presidente da Comissão Episcopal Família e Vida da CNBB,
dom João Carlos Petrini, apontou as contradições da racionalidade moderna,
baseada no positivismo, com grandes avanços técnicos. “A razão atual não se
compara com as exigências de justiça e de paz, mas com poder e lucro”, afirmou. 


Para dom Petrini, a solução é o jovem cristão viver a dinâmica da doação,
buscar fazer o bem ao outro, fruto da natureza de Deus. “O maior desafio é
viver cem vezes mais, cem vezes mais capaz de inteligência, de amar,
realizar-se, abraçando quem ninguém quer abraçar.”

Neste domingo, a última etapa do encontro terá uma sessão de perguntas e
respostas entre os jovens participantes e os palestrantes. A missa de
encerramento será celebrada ao meio-dia, no Santuário Dom Bosco.

 POR: CNBB / JOVENS CONECTADOS

Consequências do aborto

No vídeo acima você assiste, na íntegra, o emocionante depoimento de A.K sobre as consequências do aborto em sua vida. Vale a pena assistir.

“Eu tive surtos, depressão, síndrome do pânico, transtorno generalizado da ansiedade, e o pior de tudo: a culpa. Hoje tomo remédios e faço tratamento psiquiátrico”. Este é o depoimento de A.K, uma jovem mulher que praticou o aborto depois de engravidar do seu segundo filho.


Relatos como o de A.K você não vai encontrar na TV, em revistas ou na grande mídia em geral. São relatos de milhares de mulheres que sofrem em silêncio as consequências de um aborto provocado. Hoje, com o número de suicídios e transtornos decorrentes dessa prática [aborto], médicos e especialistas começam a se voltar para estudos sobre o que chamam de “síndrome pós-aborto”.


http://destrave.cancaonova.com/consequencias-do-aborto/

Elba Ramalho – Nossa Senhora

Medjugorje


Elba Ramalho: Fui a Medjugorje por uma promessa que tinha feito, na verdade, porque eu tinha vindo de um relacionamento difícil, conturbado, dolorido e que não estava me fazendo feliz.

Depois de passar por tudo isso queria ir a Medjugorje agradecer a Nossa Senhora. Desde o momento em que embarquei e durante os 7 dias que fiquei lá houve um diálogo profundo meu com Nossa Senhora. No meu último dia, padre Pedro, que faz parte do movimento pró-vida, me entregou um terço, e eu rezo todos os dias para que as crianças não sejam abortadas.