Papa aos presidiários: Jesus nunca nos abandona, ele se arrisca por nós

Da redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Francisco durante Lava-pés na prisão romana de Regina Caeli/ Foto: Boletim da Santa Sé

“Quando eu me ajoelhar diante de cada um de vocês, pensem: Jesus apostou neste homem, um pecador, para vir até mim e dizer que me ama. Este é o serviço, este é Jesus. Jamais nos abandona, jamais se cansa de nos perdoar, nos ama muito”. A frase foi dita pelo Papa Francisco aos detentos da prisão romana de Regina Coeli, durante Missa da Ceia do Senhor celebrada na tarde desta Quinta-feira Santa, 29.

Antes de lavar os pés de doze dos encarcerados, o Santo Padre explicou a essência do ato de Jesus. “Os pés, naquela época, eram lavados por escravos: era uma tarefa escrava. As pessoas corriam pela estrada, não havia asfalto, não havia paralelepípedos; naquela época havia poeira na rua e as pessoas sujavam os pés. E na entrada da casa havia escravos que lavavam os pés. Foi um trabalho escravo. Mas era um serviço: um serviço feito por escravos. E Jesus queria fazer esse serviço, para nos dar um exemplo de como devemos servir uns aos outros”, explicou.

Partindo desta premissa, Francisco explicou sobre a importância do servir. Segundo o Santo Padre, Jesus anulou o hábito cultural e histórico presente em seu tempo no qual a preocupação estava nos cargos, lideranças, e não no serviço. “Aqueles que comandam devem servir”, afirmava. De acordo com o Papa é preciso servir pessoas soberbas, pessoas odiosas, pessoas que talvez nos desejem mal, e também as que sofrem, que são descartadas pela sociedade.

“Jesus vem para nos servir, e o sinal de que Jesus serve aqui hoje, na prisão de Regina Coeli, é que Ele escolheu 12 de vocês, como os 12 apóstolos, para lavar os pés. Jesus se arrisca por cada um de nós. Saiba disso: Jesus é chamado de Jesus, ele não é chamado de Pôncio Pilatos. Jesus não pode lavar as mãos: ele só sabe arriscar!”, suscitou o Papa.

Missa da Ceia do Senhor celebrada nesta quinta-feira, 29, no presídio Regina Caeli/ Foto: Boletim da Santa Sé

Após a reflexão, o Santo Padre pediu silêncio aos detentos e que pensassem naqueles que os amavam e em quem eles amavam, mas também naqueles que não os amavam e que eles gostariam de se vingar. “Pedimos ao Senhor, em silêncio, a graça de dar a todos, bons e maus, o dom da paz”, rogou.

Por fim, o Pontífice pediu à diretora e aos funcionários do presídio que aproveitem as oportunidades para renovarem o olhar e escolherem sempre o de esperança. “Semeie esperança. Seu trabalho é este: ajudar a semear a esperança de reintegração, e isso fará bem para todos. Sempre. Toda punição deve estar aberta ao horizonte da esperança. Por essa razão, a pena de morte não é nem humana e nem cristã. Toda punição deve estar aberta à esperança, à reintegração, também para dar a experiência vivida para o bem de outras pessoas”, concluiu.

1º Encontro Afetividade e Sexualidade

Guibor

DOMINGO TEMOS ENCONTRO NO GUIBOR!!
1° Encontro de Afetividade e Sexualidade do MUR.

Será no dia 18/03, início às 13h30 e término 18h30. No Guibor.

Uma tarde de pregações com a Maria Inês (Prudentópolis), momentos de adoração e cura.

Temos uma taxa de 5 reais, para cobrir os gastos com alimentação.

Faça sua inscrição pelo link abaixo.

https://docs.google.com/…/1FAIpQLSfvikILaLQeDqZJuR…/viewform

1º Encontro Afetividade e Sexualidade

A Paz!Queridos, esse encontro foi sonhado por Deus para tocar os nossos corações. Todos somos chamados a algo especial nesse mundo e só a vivência desse chamado, a nossa vocação, seja ela matrimonial, celibatária, nos conduz a uma vida de felicidade em Deus. Como escreve Papa Francisco: “As vocações nascem na oração e da oração. E só na oração podem perseverar e dar frutos.”

Por isso, convidamos você a estar nessa tarde que vai abordar esse tema tão importante para a vivência cristã, através de orações, pregação, momentos de cura, adoração e descobrir os sonhos de Deus para sua vida.

Esse encontro acontecerá dia 18 de março, no domingo, das 13h30 às 18h30 no Guibor (https://www.facebook.com/RecantoGuibor/).

Haverá um intervalo para lanche. Em vista, disso, pedimos a colaboração de R$ 5,00. Esse valor, pode ser passado até dia 12 de março, para sabermos a quantidade de alimentação.

A taxa poderá ser paga a Bruna (GOU Ruah – Unicentro), Daniele (GOU N. Senhora de Fátima – Unicentro), Catiani (GOU Seu Amor é Demais – CEDETEG), Francieli (GOU Santa Teresinha – CEDETEG), Geicy (GOU Frutos do Amor – Campo Real), Natiely (Faculdade Guairacá), Emerson (Faculdade Guarapuava), Juliana (GPP Nova Aliança – Paróquia Dom Bosco)

Serão aceitas inscrições na hora, com o mesmo valor. Mas, não deixe para última hora. Vagas limitadas.

Maiores informações: MUR Guarapuava (page facebook). Fone (42) 999759665

APELO À PAZ

Neste domingo, 24, às vésperas do Natal, em sua costumeira prece mariana do Ângelus, o Papa mais uma vez se dirigiu aos fiéis e peregrinos na Praça de São Pedro. Deu início à sua fala citando o Evangelho da Anunciação, quando falou sobre o contraste entre as promessas do anjo e as respostas de Maria.

Este contraste se manifesta na dimensão e no conteúdo das expressões destes dois protagonistas. O anjo pede que Maria não tenha medo. “Encontraste graça junto a Deus, conceberás e darás a luz a um filho, que se chamará Jesus. Ele será grade, será chamado de Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi”, disse o Santo Padre.

Nesta passagem, segundo Francisco, a resposta de Maria é breve, que não cita glória ou privilégios, mas de disponibilidade e de serviço. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo sua palavra. Maria não se exalta diante da perspectiva de se tornar a mãe do Messias, permanece modesta e expressão sua adesão ao projeto do Senhor”, afirmou.

Apelo à paz

Ao final do Ângelus deste domingo, o Papa rogou pela paz mundial, sobretudo àqueles que se encontram confinados em cárcere privado. “Por ocasião do Natal, renovo meu apelo às pessoas sequestradas, sacerdotes, religiosos e leigos sejam libertados e possam retornar às suas casas. Rezemos por eles”, disse o Sucessor de Pedro.

O Papa ainda citou uma tempestade que deixou muita destruição nas ilhas Mindanau, nas Filipinas. “Que Deus misericordioso conforte aqueles que estão sofrendo por esta calamidade”.

Por fim, Francisco pediu para que na data de hoje que os fiéis encontrem alguns minutos de silêncio diante do presépio e ponderem acerca do mistério do verdadeiro Natal. “O mistério de Jesus que se aproxima de nós com amor, humildade e ternura. E neste momento, recordem-se também de rezar por mim”, finalizou o Santo Padre.

Entenda a corrupção com base nas palavras do Papa Francisco

Corrupção não é pecado

Corrupção é consequência da repetição de pecados, o que limita a capacidade de amar. Nas rodas de conversa, é só puxar o assunto que o papo rende. Em tempos de Lava-Jato, operação da Polícia Federal – que já completa três anos –, tornou-se habitual associar corrupção às estruturas políticas. Porém, o objetivo deste texto é ampliar a visão desse tema que, infelizmente, atinge todas as áreas. Inclusive, há corrupção dentro de nós, em nossa casa, comunidade e igreja.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Em 2005, o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco, escreveu um livro intitulado ‘Corrupção e Pecado’, o qual nos ajuda nessa reflexão tão importante e atual. Embora seja um ato intrinsecamente ligado ao pecado, distingue-se dele em algumas coisas. Pecado reiterativo conduz à corrupção. Não é a repetição de pecados que provocam um corrupto, mas os hábitos de má qualidade que vão deteriorando e limitando a capacidade de amar. O coração vai se encolhendo, perdendo os horizontes, e o egoísmo passa a ser sua maior referência.

Processo de morte

Ações corruptas levam pessoas e instituições a um processo de decomposição. Perde-se a capacidade de ser, crescer e servir. É um verdadeiro processo de morte. A vida morre, fica a corrupção. É como uma folhagem que se desenvolve, alimentada pelo húmus da fraqueza humana e da cumplicidade.

Pecadores sim, corruptos não!

Geralmente, relacionamos corrupção ao pecado, mas não é bem assim. “Situação de pecado e estado de corrupção são duas realidades diferentes, embora intimamente entrelaçadas”, explica Bergoglio. Isso não significa que a corrupção faça parte da vida normal da sociedade. Tais atos devem ser denunciados e combatidos. Pecado se perdoa. Corrupção não pode ser perdoada. Diante do Deus que não se cansa de perdoar, a autossuficiência do corrupto vira um bloqueio, que o impede de pedir perdão.

Deus aceita o pecador

“Pecador sim!” Como é lindo reconhecer-se pecador e poder sentir a misericórdia do Pai das Misericórdias, que nos acolhe a todo momento! Mas como é difícil para um coração corrupto deixar-se alcançar pelo vigor profético do Evangelho!

“Quem não rouba é trouxa”, diz o ‘cara de vaso’”. A autossuficiência é um escudo que isola e não permite questionamentos. Defende que “quem não rouba é trouxa”. Francisco afirma que “o corrupto construiu uma autoestima baseada justamente nesse tipo de atitudes enganosas, caminha pela vida pelos atalhos do vantajoso a preço de sua própria dignidade e a dos outros”. E o pior, esconde-se em uma cara de inocente.

Sintomas da corrupção

O corrupto adquiriu características de verme: tem medo da luz, vive nas trevas, debaixo da terra. Diante de críticas, enfurece-se, desqualifica pessoas ou instituições que o criticam. Procura aniquilar toda autoridade moral que o possa questionar. Usa de todo tipo de argumento para se justificar. Desvaloriza os outros e insulta quem pensa diferente dele. De maneira inconsciente, persegue-se, projetando-se nos outros, tornando-se perseguidor. Assim como quem tem mal hálito, o corrupto não percebe sua corrupção. Os outros que o sentem é que têm de lhe dizer.

A corrupção tem cheiro de podre. “Quando alguma coisa começa a cheirar mal, é porque existe um coração preso sob pressão entre sua própria autossuficiência imanente e a incapacidade real de bastar a si mesmo; há um coração podre por conta da excessiva adesão a um tesouro que o aprisionou”, afirma.

No Evangelho, o corrupto faz armadilhas para Jesus (cf. Jo 8, 1-11; Mt 22, 15-22; Lc 20, 1-8), cria intrigas para tirá-lo do caminho (Jo 11, 45-57; Mt 12, 14), suborna quem tem capacidade de trair (Mt 26, 14-16).

Consequências

A corrupção tende a asfixiar a força da Palavra de Deus. Pode levar ao desmoronamento pessoal ou social.

O remédio

O remédio para essa doença é o Evangelho. A verdade de Cristo é a força para sacudir a alma, ensinar a discernir os estados de corrupção que nos circundam com ameaças e seduções. Por isso, é preciso declarar com força e temor: “pecador sim, corrupto não”.

O estado de corrupção não pode ser aceito como mais um pecado. Corrupção é consequência de um coração corrupto. “O coração não é uma última instância do homem, fechada em si mesma”, esclarece o Papa. Ele orienta ainda que o coração humano é coração na medida em que é capaz de amar ou negar o amor (odiar).

Onde está o teu tesouro?

“Porque onde está teu tesouro, lá também estará o teu coração” (Mt 6,21). Francisco indica conhecer o tesouro que está no coração, portanto, a referência para a sua vida. O tesouro que está no coração liberta e plenifica, destrói e escraviza; neste último caso, o tesouro que o corrompe. Como o corrupto vive anestesiado, Deus o salva por meio de provações que lhe cabe viver como doenças, perdas de fortuna e de entes queridos. Essas quebras da estrutura corrupta permitem a entrada da graça e a cura.

Rodrigo Luiz dos Santos
Editor-chefe de Jornalismo da TV Canção Nova e apresentador. Missionário na Canção Nova é casado com Adelita Stoebel e pai de Tobias, estudou Filosofia e formou-se em Jornalismo pela Faculdade Canção Nova.

Em Roma, delegação portuguesa comemora canonização dos pastorinhos

Cardeal Ângelo Amato presidiu a celebração de ação de graças na Basílica de São Pedro, em Roma

Da redação, com Agência Ecclesia

Delegação portuguesa em celebração em ação de graças pela canonização dos pastorinhos./ Foto: Ecclesia

Um conjunto de celebrações assinalou este sábado, 20, em Roma, a canonização de Francisco e Jacinta Marto, pastorinhos de Fátima, com a presença de uma delegação portuguesa.

Uma semana após a canonização na Cova da Iria, a Basílica de São Pedro acolheu uma celebração presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação das Causas dos Santos (Santa Sé).

“A santidade não tem idade, a Luz de Deus manifesta-se nos pequenos e grandes, e por isso a santidade dos pequenos não deve surpreender, é uma manifestação celeste”, disse o responsável da Santa Sé, numa intervenção citada pelo Santuário de Fátima.

O cardeal italiano disse que a santidade de Francisco e Jacinta Marto “mostra a simplicidade dos inocentes”, recordando que “Fátima tem uma mensagem de salvação para o mundo”.

Já de tarde, Aula Magna da Pontifícia Universidade Gregoriana recebeu uma conferência sobre a espiritualidade dos novos santos portugueses.

D. António Marto, que encerrou o evento, assinalou que “Francisco e Jacinta Marto são os primeiros destinatários da mensagem de Fátima e assim colaboradores de Deus na sua mensagem de misericórdia”.

O bispo de Leiria-Fátima confessou estar de “coração em festa” ao recordar o “valor da vida invisível de Francisco e Jacinta, que não eram famosos, nem tinham acesso a redes sociais, viviam no silêncio a experiência da fé”.

O programa comemorativo encerrou-se à noite, com um concerto de Giampaolo di Rosa na Igreja de Santo António dos Portugueses.